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Fui contratado pelo AB-PGI/SC da Petrobras, para integrar a equipe de consultores que seriam responsáveis por receber o empreendimento do setor de engenharia, ou de uma forma mais simples, éramos a figura do cliente na obra. A nós, cabia a tarefa de planejar e documentar, como seria feito o recebimento das várias unidades, sistemas e componentes da futura refinaria.
Iniciamos elaborando as várias listas de verificações que deveriam ser feitas quando das inspeções nos instrumentos e equipamentos a serem recebidos, além dos TAF’s de painéis do SDCD e outros contratados. Posteriormente passamos a elaborar os procedimentos de recebimento das várias instalações.
Tendo em vista que minha tarefa estava direcionada a infraestrutura de automação, integração de sistemas de terceiros, softwares de controle e sistema integrado de CFTV, passei a gerar os procedimentos, com base nos contratos e nas boas práticas de engenharia, para recebimento das diversas etapas conforme suas prioridades. Sabia-se que 80% do empreendimento utilizaria uma rede fieldbus foundation, e como eu não dominava o assunto, procurei um treinamento voltado a este tipo de protocolo, abrangendo desde o projeto, sua instalação e comissionamento e com base nos conhecimentos adquiridos, fiz o procedimento de recebimento desta etapa do projeto. Também foram elaborados, com base na minha experiência os outros procedimentos de recebimento.
Etapa vencida, foi a vez de aprovar os procedimentos de instalações e entregas de cabos, assim como os de equipamentos e sistemas envolvidos. Nesta tarefa estavam envolvidos os procedimentos de todas as várias empresas e consórcios que participavam da obra, e como não poderia ser diferente, esta era a etapa de muitas reuniões com todos os envolvidos para acertos deste material, pois envolviam, o integrador geral do sistema de automação, várias contratadas que fariam a instalação destes sistemas e aquilo que efetivamente a refinaria desejava receber.
Destaque desta tarefa, foi o procedimento, por mim elaborado, para montagem dos vários laboratórios de metrologia que se instalaram nos canteiros, afim de calibrar um número aproximado de 25.000 instrumentos entre TIT,s, PIT’s, válvulas, analisadores de gases tóxicos e outros instrumentos. Neste procedimento usei como base as normas NBR ISO 17025 e 10012, além de consultas aos vários manuais e ao pessoal de suporte técnico dos equipamentos envolvidos.
Em seguida, baseado nos procedimentos do PMI, participei das reuniões técnicas para elaboração dos cronogramas de montagens e loop-testes de alguns dos setores do empreendimento. Nesta etapa, meus serviços eram voltados ao apoio e acompanhamentos das equipes de verificação, calibração e loop-testes das áreas a mim destinadas. Nestas mesma áreas, ainda participei dos testes com fluído seguro, pré-sintonia das malhas de controle e da primeira avaliação para recebimento.
Meu último trabalho foi a conferência dos data book’s e dos primeiros “as-built’s” em áreas diversas da refinaria.