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Minha contratação deveu-se a necessidade de gerenciamento do projeto de mudança no sistema de automação predial por um profissional conhecedor de automação e prevista até pouco depois da finalização deste, envolvendo o treinamento da equipe de manutenção a ser contratada.
A automação existente naquele shopping era uma mistura de sistemas eletro-eletrônicos e painel sinóptico além de equipamentos com automatismos individuais.
A tecnologia escolhida pelo shopping foi a LonWorks que utiliza o protocolo LonTalk desenvolvido pela Echelon Corporation. As áreas abrangidas pela automação foram a subestação de energia, sistemas de geradores, iluminação dos pisos e estacionamento, escadas rolantes, contagem de vagas nos estacionamentos, sistema de segurança dos corredores de serviço, escadas e pontos de acesso externo, integração do sistema de CFTV a automação, controle dos fan-coil’s e o sistema de detecção de fumaça e extinção de incêndio em todas as lojas e áreas do shopping.
O projeto da rede e automação foi feito por uma integradora em conjunto com a fornecedora dos equipamentos e cabos, o projeto dos quadros de comando e montagem foram feitos por duas outras empresas.
Muito embora a tecnologia tenha se mostrado muito boa, a falta de domínio de todos os envolvidos tornou-se um desafio sensacional. As montagens e instalações elétricas seguiram o cronograma perfeitamente, já o desenvolvimento sofria atrasos constantes. A excelência dos profissionais envolvidos no desenvolvimento foi determinante para o sucesso do projeto e quando conseguimos desvendar os segredos escondidos e as armadilhas do protocolo fizemos em um curto espaço de tempo, utilizando-se de uma padronização já conhecida anteriormente, retomar o cronograma. Não o colocamos no ponto ideal, mas chegamos bem próximo disso.
Uma interferência minha neste projeto foi a utilização da alimentação elétrica estabilizada e centralizada em 02 no-break’s funcionando em regime hot-standby. Tal interferência fez subir o custo do projeto, mas mostrou-se muito adequado quando das rápidas quedas de energias, ou seja, os sistemas estavam sempre disponíveis imediatamente após o retorno da energia elétrica.
Posteriormente a primeira etapa do projeto, passamos a segunda já prevista, quando então, passei a desenvolver a lógica de controle e supervisório além de treinar a equipe de manutenção.
Conseguimos, com o fornecedor da tecnologia, a vinda de um instrutor da Alemanha, para otimização da tecnologia. Nosso projeto foi muito elogiado e este instrutor ficou impressionado com a qualidade e quantidade de informações presentes no supervisório, o que nunca havia se tentado naquele país.
Apenas para citar, o supervisório utilizado foi o Wizcon com driver LON fabricado em Israel, as CPU’s Lontalk eram de fabricação Weidmuller. Cabe também destacar que este trabalho foi motivo de estudo pela equipe de mestres em automação industrial da USP e também pelo pessoal da UFMG que estudavam o protocolo LonTalk.
Um novo problema atingiu o projeto nesta segunda fase, a alta do dólar, tornando inviável a continuidade deste.
Apresentei então a proposta de integração da rede LonWorks com o protocolo modbus feita via supervisório. E nesta nova realidade passamos a desenvolve-lo, podendo agora utilizar equipamentos de vários outros fabricantes com um custo muito mais acessível.
Além do gerenciamento deste projeto, haviam também outras funções a mim designadas como a aprovação dos projetos dos sistemas de automação e detecção de fumaça, acompanhamento das obras das novas lojas a serem abertas assim como suas reformas além da coordenação da equipe de manutenção da automação. Era de minha responsabilidade a atualização e solicitação de verba para investimento na continuidade do projeto de automação, a cada semestre, além da contratação e fiscalização dos serviços terceirizados necessários.